Sem fazer a lição de casa, Governo Federal arrecada mais impostos enquanto não consegue conter os próprios gastos; Setor produtivo segue sufocado em meio a cenário desfavorável em 2026
A carga tributária bruta (CTB) – que abrange os governos federal, estaduais e municipais – alcançou 32,40% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025, alta de 0,18% em relação a 2024. Trata-se de nível recorde dentro da série histórica, iniciada em 2010.
Entre os fatores que contribuíram para essa elevação, estão a maior arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) com acréscimo de 0,23% do PIB. A arrecadação relativa ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) cresceu o equivalente a 0,12% do PIB, impulsionada pela reoneração escalonada da contribuição patronal e da folha de pagamentos. Também contribuíram o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), em 0,10% do PIB, associado a operações de câmbio e crédito.
Nos estados, a carga tributária caiu -0,09% do PIB, principalmente pela queda relativa na arrecadação do ICMS.
Já nos municípios, houve aumento de 0,03% do PIB, puxado principalmente pelo crescimento da arrecadação do ISS (0,02%). Os impostos sobre a propriedade, como o IPTU, também contribuíram ainda que com menor intensidade, enquanto os demais componentes ficaram estáveis.
Visão do todo
A composição da carga tributária manteve-se relativamente estável em 2025. Os impostos sobre bens e serviços continuam como principal componente, apesar de leve redução em proporção do PIB (de 13,87% para 13,78%). Já os impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital registraram aumento (de 9,04% para 9,16% do PIB).
Entre as contribuições sociais, as destinadas ao RGPS cresceram (de 5,28% para 5,40% do PIB) enquanto as contribuições para o RPPS permaneceram praticamente estáveis.
Com informações de Istoé Dinheiro.
Imagem: Divulgação.

































































































